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Humilhação no Senado: rejeição ao STF expõe um governo à deriva

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POLÍTICA

Lano Andrado

5/1/20262 min read

Humilhação no Senado: rejeição ao STF expõe um governo à deriva

A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal pelo Senado Federal do Brasil não foi apenas uma derrota — foi uma humilhação política em praça pública. O placar de 42 votos contra e 34 a favor não deixa margem para relativizações: trata-se de um governo que perdeu o controle, a autoridade e, sobretudo, o respeito dentro do Congresso.

Não existe leitura branda para um episódio dessa magnitude. Indicações ao STF são, historicamente, terreno seguro para qualquer governo minimamente organizado. Quando nem isso se sustenta, é porque a base ruiu. O que se viu foi um Executivo incapaz de mobilizar apoio, refém de sua própria desarticulação e ignorado por parlamentares que, em tese, deveriam sustentá-lo.

O Senado não apenas rejeitou um nome — expôs a fraqueza do governo de forma brutal. A votação escancarou um cenário de insubordinação política, em que aliados votam contra, acordos não são cumpridos e a liderança do Planalto simplesmente não se impõe. É o retrato de um governo desgastado, isolado e cada vez mais irrelevante nas decisões centrais do país.

E não se trata de um tropeço qualquer. Rejeições desse tipo são raríssimas na história institucional brasileira. O que ocorreu foi uma quebra de paradigma — e, ao mesmo tempo, um recado inequívoco: o governo não comanda mais o jogo político. Foi vencido, exposto e desmoralizado.

As consequências são inevitáveis. Um governo que não consegue aprovar sequer uma indicação ao STF entra em campo enfraquecido para qualquer pauta futura. Cada votação passa a ser um risco, cada negociação um custo mais alto, cada derrota potencialmente mais devastadora.

O episódio de ontem não foi apenas uma derrota. Foi a confirmação de um processo: o de um governo que já não lidera, não articula e não convence — apenas reage, acuado, à própria perda de força.